O Twitter anunciou na noite de terça-feira a compra da empresa Bluefin Labs. A Bluefin Labs basicamente monitora os comentários dos usuários sobre os programas de televisão no Twitter, Facebook e outros fóruns em tempo real.

Será um indicativo ainda mais forte que vem por aí uma medição oficial de audiência dos programas de televisão nas redes sociais? Tomara que sim! Há um bom tempo o buzz social – a audiência do programa nas redes sociais – já é levada em conta pelas emissoras norte-americanas. Séries que não iam bem das pernas na audiência “ao vivo” mas que tinham uma enorme força nas redes sociais foram renovadas pelo seu buzz social.

Particularmente, eu acredito que num futuro muito próximo o que vai pesar na renovação de uma série ou programa de TV é a combinação audiência “ao vivo” (telespectadores assistindo o programa no momento que ele é exibido), do DVR (as pessoas que gravam os programas para verem depois) e o buzz social (a audiência nas redes sociais).

Não precisamos ir muito longe para saber que as redes podem ser aliadas ou até prejudicar ainda mais um programa. Um bom exemplo disso é “Avenida Brasil”, que se tornou a primeira novela-fenômeno nas redes sociais. Em menor escala, “Vale Tudo”, reprisada pelo canal a cabo Viva, já era um grande sucesso, mas com uma audiência muito menor por se tratar de uma exibição em um canal fechado. “Salve Jorge”, por outro lado, vem sofrendo uma campanha negativa nas redes sociais. Os telespectadores não gostaram da novela e colocaram para fora. Até a autora Gloria Perez respondeu aos twitteiros que a criticavam diariamente.

Um dado legal sobre a notícia é que durante o SuperBowl foram registrados 30,6 milhões de mensagens publicadas no Twitter e no Facebook sobre o evento. Diante de todos esses acontecimentos no exterior, eu me pergunto: até quando a TV brasileira vai ignorar a força das redes sociais e tratar como se ela não existisse ou, ainda, que existe, mas que é melhor ser deixada num canto? O poder já foi dado aos telespectadores. 

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