Uma pergunta que sempre surge, seja feita pelos meus clientes ou de pessoas/amigos por aí:

Qual a formação acadêmica que o profissional precisa ter para atuar em mídia social?


Bom, minha resposta é sempre a mesma até por experiência na difícil missão de encontrar estes profissionais seja para trabalhar comigo ou para alguns clientes.

Eu já desisti de procurar uma formação ou um perfil X, hoje procuro COMPETÊNCIA, ou o cara é bom, ou é ruim, e isto não tem nada com a formação acadêmica. Posso encontrar um garoto (a) do ensino médio que manja muito bem da mecânica dos canais de mídia social e isso, acredite, já é um bom começo. Posso muito bem formar, treinar e acompanhar o desenvolvimento dele nas demais funções (monitoramento ou gerenciamento, etc). Como já aconteceram inúmeras vezes, receber currículos de gente com uma formação TOP e que não sabia escrever um texto simples de 20 linhas.

Aí sempre devolvo a pergunta com outra pergunta: O que você deseja? Um profissional ou um diploma? O que você precisa que esta pessoa faça? Aí é que está o segredo, saiba exatamente o que você procura que você vai encontrar pessoas que sabem exatamente o que querem. Isso faz toda a diferença. Às vezes, aliás, sempre demora, mas vale a pena.

Outro ponto: Salário! Pagar o mínimo terá um funcionário mínimo, média salarial do mercado, terá um funcionário mediano… O que sua empresa deseja? Invista salário e condição de trabalho.

Quer um funcionário que tenha atitude, dinamismo, iniciativa?  Dê espaço, liberdade e condição para tal.

Antes de mostrar as regras da empresa, pergunte a ele o que é indispensável para ele conseguir desenvolver um belo trabalho. A surpresa será fantástica, tanto para você quanto para o candidato, pessoas medíocres não sabem o que querem ou o que precisam.

Trabalhar com mídia social exige paixão, não importa a área? Monitoramento, gerenciamento, gestão, métrica, conteúdo, não importa é preciso PAIXÃO (assim como em qualquer outra profissão), exige também uma inquietação, uma curiosidade pelo comportamento das pessoas, exige curiosidade extrema.

Procurar um profissional para uma profissão nova utilizando formação velha, não entra na minha cabeça. Como existem muuuuiitos blogs no Brasil copiando e copiando conteúdo sobre como fazer, o que fazer, tutoriais, infográficos e afins. Hoje qualquer pessoa pode sim aderir a esta nova profissão. Faça cursos, crie seus próprios cases, busque monitorar marcas (isso vale um outro post).

O que difere os profissionais é: SOU BOM. Se for bom, aceita fazer testes e se sai bem neles. Então, faça teste. Coloque para criar, monitorar, gerenciar. O que a função exige? Coloque a pessoa para fazer um teste dentro do que será exigido dela no desenvolvimento do trabalho. Mas não esqueça, jogue limpo, teste serve para testar, não pode utilizar o trabalho do outro feito para teste, para vender ou implementar em clientes. Gostou? Faça uma experiência maior, contrate.

Não busque formação, busque pessoas!!

Até a próxima
@FernandaMusardo

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19 Response Comments

  • Fillipe Neyl  12/01/2012 at 13:57

    Muito bom Fernanda! É isso mesmo!! Diplomas e currículos às vezes não querem dizer nada nesta área, o que importa mesmo é a capacidade, a dedicação, o empenho. Pessoas que gostam do que fazem sempre vão crescer na profissão se especializando e aprendendo com cadca experiência vivida.

    Abraço e parabéns pelo texto!

    Responder
    • Fernanda Musardo  12/01/2012 at 14:14

      Obrigada querido Neyl!!

      Quando vamos tomar aquele café na WX? 😀 rsrsrs

      Um grande beijo!

      Responder
      • Fillipe Neyl  12/01/2012 at 14:34

        Opa, temos que marcar!!! Quem sabe semana que vem!! Me liga! Bjo

        Responder
  • Renato Siqueira  12/01/2012 at 17:45

    Oi, Fê…
    Ficou ótimo!
    Posso fazer um videocast baseado no seu texto?

    Responder
    • Fernanda Musardo  12/01/2012 at 19:34

      Olá Renato!!

      Claro! Fique a vontade, se puder citar meu nome agradeço 🙂

      Ah! E que eu possa publicar por aqui o vídeocast também rsrsrs

      Obrigada
      Bj bj bj
      Fernanda Musardo

      Responder
  • Ricardo Macari  12/01/2012 at 17:51

    Dona Fernanda,

    Não poderia concordar mais contigo e com teu artigo, lamento apenas que muitas empresas ainda não abriram os olhos para essa nova realidade.

    Parabéns e sucesso sempre!

    Responder
    • Fernanda Musardo  12/01/2012 at 19:36

      Oieee Macari!!

      Muito obrigada!! É uma honra para mim receber elogio dos amigos, principalmente daqueles que me conheceram láaaaa trás quando estava apenas como uma curiosa no assunto.

      Muito obrigada querido!!

      Bj bj bj
      Fernanda Musardo

      Responder
  • Rogério Fagundes  12/01/2012 at 18:41

    Parabéns pelo texto, mas a cada discurso de “contras” diplomados, vocês desvalorização a importância da educação. Para que escola, se o que vale são pessoas? Concordo, acho que com estes discursos deveriam vir uma mudança da educação, direcionamentos práticos, por isso a gente tem a “tal” faculdade ou 3o grau. Que vê um exemplo? Ficamos felizes com Neymar, Pato e Gansos da vida, que tem um dom fantástico (isso não se questiona), mas imagine estes preparados como os atletas americanos? Aí está a diferença DOM e QUALIFICAÇÃO, andam juntos. Se a faculdade apresenta pessoas desqualificadas, então pegue estes jovens e QUALIFIQUE as mesmas.
    Não estou menosprezando ninguém que tenha um estudo abaixo de outro, só estou dizendo que se a pessoa é boa, porque esta não pode se qualificar mais e qualificar espaços para formar novos craques das devidas áreas.

    Sou educador e músico,

    Observo coisas interessantes, existem excelentes músicos (que nunca entraram em uma faculdade), mas todos sabem (no Brasil) que os melhores músicos e instrumentos estão na Europa e Estados Unidos (interessante nos dois existem DOM, disciplina e aprimoramentos, consequentemente tornam o seu trabalho melhor e os novos terão que aprender e desenvolver coisas novas para ficar acima do que já existe nestes espaços.

    Em qualquer área é assim. O cara pode ser fera, mas o tempo que ele perde para se aprimorar, ele poderia ganhar em aprender e ensinar para as próximas gerações.

    Amo educação,

    Já lecionei para alunos que hoje são mecânicos, pedreiros, médicos, políticos, até bandidos, esportistas, etc.

    E todos quando chegam a um determinado momento da vida deles me procuram para dizer “se eu valorizasse um pouquinho mais a educação, poderia está em uma situação melhor.”

    DIPLOMA TAMBÉM TRANSFORMAM PESSOAS.

    Responder
    • Fernanda Musardo  12/01/2012 at 19:40

      Olá Rogério Fagundes!!

      Recebo com carinho seu comentário e muito me orgulha a atenção e seu tempo dedicado para escrever um cometário/texto em meu blog. Espero revê-lo por aqui em outras publicações ;)!

      bj bj bj
      Fernanda Musardo

      Responder
    • Renato Siqueira  13/01/2012 at 08:46

      Prezado Rogério,
      Parabéns pelo excelente comentário, mas gostaria de dar meus “5 centavos” à respeito dele.

      Em primeiro lugar, pouca relação há (no mundo real) entre o “diploma” e o “conhecimento”. A Educação não é um “poder mágico” que é adquirido assim que um “detentor do sagrado poder do conhecimento” lhe autorga um papel com uma assinatura. Isso equivale a dizer que apenas quem tem carteira da OAB conhece o direito.

      Outra coisa é: O que é a ESCOLA senão uma instituição que foi criada com o intuito de criar REPLICANTES? Sim, pois a escola (estou falando da instituição) apenas PERMITE que sejam considerados “educados” aqueles que portam seu “sagrado selo”, que é o diploma. Na minha modesta opinião, um pedaço inútil de papel que só prova que você é um mico adestrado capaz de replicar o que alguém lhe ensinou, com as falhas e vícios, inclusive.

      Concordo 285% com você quando você cita a mudança da educação, acompanhada de direcionamentos práticos. Mas não se aprende a prática “praticando”? E onde se pratica? No mercado. Não numa sala de aula com professores cheios de complexos e cicatrizes psicosociais que fazem com que MUITOS DELES transformem seus alunos em – no mínimo – pessoas que não dão a mínima para o que está sendo “ensinado”. A propósito: Ninguém “ensina” nada. É você que aprende! O processo está errado! E é por isso que continuamos na infeliz necessidade de diplomas!

      Qualificação? Sou a favor! SEMPRE. Mas ela não acontece única e exclusivamente nos “templos do saber” onde “monges educadores” dizem o que serve ou não para ser ensinado. Qualifique as pessoas considerando o potencial delas, e aí sim, TALVEZ, as coisas comecem a melhorar. Nem todo mundo será um excelente jogador de futebol, assim como poucos serão médicos. Isso se chama “seleção natural” e é matéria antiga e amplamente disponível.

      Assim como você sou educador. Acabo de postar, recentemente, um vídeo falando sobre uma das minhas paixões, que é a educação: http://youtu.be/gA0ue550GsI
      Lá eu digo: Estude! Qualifique-se! Não se faça de vítima!
      Eu acredito nisso.

      Sou da área de Marketing, um apaixonado incondicional por Marketing, e digo, sem medo de ser feliz, que o mercado de trabalho está deixando um pouco de lado essa “neura” por “papel” e observando mais o profissional como considero ser o jeito certo: Em ação!
      Hoje em dia, não se contrata mais um profissional de Marketing Digital puramente pelos “canudos” ou currículo, mas pelo que este produziu e disponibilizou na internet. Se quiser saber porque ocupo o cargo de Gerente Consultor de Marketing Digital, dê uma olhada no meu perfil: http://perfil.renatosiqueira.com

      Diplomas não transformam pessoas. A educação – que NÃO PRECISA DE UM DIPLOMA PRA ACONTECER – é que transforma as pessoas.
      Leia “Multiversidade” do fabuloso professor e palestrante Augusto de Franco e provavelmente muita coisa ira mudar em seu paradigma sobre educação: http://www.slideshare.net/augustodefranco/multiversidade-10753463

      Parabéns mais uma vez pela excelente participação. Foi uma honra poder manter esse “diálogo” com uma pessoa como você.

      Obrigado pelo espaço, Fernanda! 🙂

      P.S.: O videocast ainda está de pé 😉

      Responder
      • Fernanda Musardo  13/01/2012 at 13:29

        Muito obrigada Renato!

        Fique super a vontade, aqui o espaço é de vocês ;)!!

        Bj bj bj
        Fernanda Musardo

        Responder
  • Juliano Martinz  13/01/2012 at 23:30

    Conhecer o bê-á-bá dos diversos mecanismos inerentes ao processo é essencial. E há necessidade de constante aprendizado diante das mudanças que já não são mais mudanças – tornaram-se transmutações. Eu mesmo gosto de me aprofundar no meio desta densa floresta midiática. Devo ter contas em mais de 50 redes sociais – como uma criança com sua caixa repleta de brinquedos, de uns me esqueci, e outros que não abandono. Mas este tudo se torna um nada se faltar algo que você menciona no artigo e que gostaria de enfatizar:

    “curiosidade pelo comportamento das pessoas”.

    Mídias sociais não é sobre mídias. É sobre o social. Pessoas. Cada uma, um rei, mas que procuram criar padrões de comportamento para poder coexistir. Se sou apaixonado por tecnologia, mas desconheço as nuances da sociedade, minhas redes sociais podem ser, talvez, mais algumas peças perdidas em minha caixa de brinquedos.

    Obs: Deixei este mesmo comentário em nosso grupo, no FB.

    Responder
    • Fernanda Musardo  14/01/2012 at 09:53

      Olá Juliano!!!

      Eu vi lá no grupo! Obrigada pelo espaço cedido lá ;)!

      Muita honra receber comentários dos amigos e colegas de profissão!!
      Espero te encontrar por aqui mais vezes!

      Bj bj bj
      Fernanda Musardo

      Responder
  • Ademir Lara  14/01/2012 at 08:54

    Parabéns Fernanda, excelente reflexão! Os comentários do Rogério e do Renato foram muito pertinentes. O mais interessante é que os profissionais de algumas áreas estão sendo impactados significatvamente pelas novas tecnologias,posso citar a comunicação e publicidade, onde são fundamentais as habilidade com as mídias digitais e isso não é oferecido nos cursos de graduação. Como formar novos profissionais?

    DIPLOMAS DEVERIAM TER PRAZO DE VALIDADE!

    Abraços.
    Recomendação de Leitura: Newsonomics, Ken Doctor

    Responder
    • Fernanda Musardo  14/01/2012 at 09:49

      Obrigada Ademir!!

      Espero rever por aqui em outras publicações. Obrigada pelas dicas de leitura ;)!!!

      Bj bj bj
      Fernanda Musardo

      Responder
    • Fernanda Musardo  17/12/2012 at 14:29

      Obrigada Fernando ;)!

      Beijos e ótimo fim de ano e que 2013 seja 1000 😀
      Bj bj bj
      Fernanda Musardo

      Responder

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